Geral - 31/07/2025
Editorial Jornal APROFEM - Jul/Ago 2025
Qualquer ação ou declaração que cause humilhação e desonra a alguém pode ser considerado opróbrio.
Ao observador atento das posturas, estratégias e falas do prefeito da Capital e de seus seguidores, dentre os quais inúmeros vereadores, deverá soar familiar e usual o conceito do termo intitulador deste Editorial.
A chocante e crescente recorrência dos atos praticados em desfavor dos servidores públicos municipais, dos Profissionais da Educação em especial, aflora a intenção do alcaide de buscar consumar o seu propósito de crescimento político, assegurando recursos para isso, às custas da maculação da imagem do servidor junto à população, induzindo-a a crer que a responsabilidade pela precariedade de alguns serviços deve ser creditada aos servidores e não a ele, prefeito.
Essa tarefa de estigmatização do Profissional de Educação, frente aos seus almejados eleitores, beira ao opróbrio.
Não bastasse essa execrável atuação, também executada pelo já mencionado grupo de vereadores(as), afigura-se interminável o rol de ações que minam a resistência física e emocional dos servidores e comprometem o seu desempenho. Esta edição do Jornal (e as anteriores) as denunciam à exaustão: reajuste salarial humilhante, penalização no adoecimento (inclusive a serviço), deficiência de recursos humanos e materiais, desvios de função,... e por aí vai.
A solução? Para eles, a terceirização/privatização que direciona os recursos públicos para a iniciativa privada.
Para nós, da APROFEM independente e apartidária, o resgate e manutenção da dignidade de cada Servidor e do respeito da população à sua atuação, bem como a resistência contra os, aqui mencionados, questionáveis intentos dos governantes de plantão.